Elfuni Zaniol

Elfuni Zaniol, Bel em Ciências Contábeis, atua com escritório próprio desde 1977, tendo área de atuação o universo contábil como um todo.
Jornalista 12334, DRT 01039/05-65 concedido por força de liminar ACP 2001.61.00.025946-3. em 14/09/20005 por João Barcelos Laureano, chefe da SES/DRT/RS.
elfuni@futeboltotal.com.br

EL GRAN CAPITAN - Mário Moraes

Publicada em 13/02/2009

Como já lhes contei e, não  me canso de repetir,  profissionalmente, sou um privilegiado. Viajor inveterado, andei por mundos e fundos. Conheci povos, gentes e costumes. Apertei a mão de Abel Gamal Nasser e fui abençoado (pessoalmente, como diria o Mateus) pelo Papa Pio XII. Cruzei com reis e rainhas e fiz coisas do arco da velha por este mundo de Deus. Pertenci,  no  início de minha carreira, à geração dos Edson Leite, Pedro Luís, dos Oduvaldo Gozzi, dos Ari Barroso, dos Geraldo José de Almeida. Depois incorporei-me à dos Waldyr Amaral, Fiori Gigliotti, Pedro Pereira, Orlando Batista, Mendes Ribeiro. E vi nascer o Mauro Pinheiro, os Loureiro Junior, os Walter Abraão,  os RUY OSTERMANN, os LAURO QUADROS, os João Saldanha e e tantos outros que, plantaram e bem as sementes do jornalismo esportivo que os mais novos, hoje,  estão  colhendo, (ESQUECI-ME DO CÂNDIDO NORBERTO , DE PROPÓSITO. Assim ele me cobra, amanhã  na Sala de Redação). Pois bem, amigos. Vivi e convivi com o que de melhor produziu o jornalismo esportivo, até hoje. Tenho,  portanto, as mais fundas e sonoras razões para me considerar um privilegiado. Pois bem. Na mesma proporção em que conheci tantas figuras importantes, de prestígio mundial e tantos astros do jornalismo, da maior cotação  internacional , fiz-me amigo e fã de alguns jogadores profissionais. Por que vi-o  nascer para o futebol, fiquei amigo de Pelé. E se minha admiração  pela Fera,  jogando bola,  era monstruosa,  não era menor a que sentia pelo homem. Um predestinado. Se nascesse com dom para a política, Pelé teria sido um De Gaulle. Se dotes vocais tivesse, teria sido um Sinatra. Se levasse jeito para a pintura teria sido um Picasso. Se fosse dotado de pendores cinematograficos, teria sido um John Wayne. Então  posso dizer, com orgulho, embora em termos jornalísticos, que pertenci à Era Pelé. Pois bem. Meu privilégio não terminou com Pelé.

PELÉ SE FOI E EU,  UM PRIVILEGIADO CONTINUEI VIVENDO E TRABALHANDO. ENTÃO CONHECI A ELIAS FIGUEROA.

Já o havia visto atuar,  muitas vezes, antes de eu vir para cá. Pela seleção chilena e pelo Penharol.  Mas foi neste ano bendito de 76, que conheci ao Homem e melhor ainda ao atleta. Aqui e no interior,  pelos jogos do torneio doméstico, só fiz reafirmar o consenso geral: um extraordinário zagueiro, disputando com Luís Pereira o privilégio de ser o melhor do mundo. No Nacional, a mesma coisa. Tanto que a excelente revista Placar outorgou-lhe duas vezes a Bola de Ouro. Pois bem,  mas ao Homem, que conheci aqui em Porto Alegre. Jantamos juntos, uma noite, e minha admiração por Figueroa começou a crescer. E anotei suas entrevistas. E ouvi seus pronunciamentos. E atentei para seus pontos-de-vista.  Fui,  jornalista e amistosamente um fi scal de Figueroa. E, meus amigos, o Figueroa é merecedor incondicional do respeito de todos nós. Probo na sua integridade moral: extremamente responsável na sua atividade profissional: dono de granítica e  irradiante personalidade como Homem, em todas suas manisfestações. Figueroa honrou  sobremaneira a bandeira de seu país aqui no Brasil.  E, mais do que isso, como chileno, honrou, sobremaneira, as cores brasileiríssimas do Esporte Clube Intenracional. Figueroa é como Pelé. Se músico, seria um Rubstein,  se escritor, Érico Veríssimo: se poeta Neruda, seguramente. A mesma história de Pelé. A história dos predestinados. A história dos privilegiados, a quem Deus dá uma longa série de dotes  incomuns,  porque na sua infinita sabedoria, Ele sabe que os dotes e os privilégios serão sempre usados para fazerem o Bem. Não gosto de comparações.


Muito menos os que enfocam caráter ou sentimento. Mas estas se me afigurou obrigatória. Por que a incovação de Pelé o homem e atleta e mito - só servem para engrandecer a Elias Ricardo Figueroa Brander. Um embaixador do Chile para Porto Alegre e para o Brasil.  E, a partir de agora,  um embaixador do Chile,  para o mundo!

 

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